Focinhos novos no pedaço

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Cachorro que não late? Cão sem pelo? Pastor miniatura? Se você encontrar cachorros que nunca viu, não os confunda com vira-latas. Pouco comuns no país até o começo da década, algumas raças aos poucos ganham o mercado canino – ou “cinófilo”, como preferem os criadores – por suas características exclusivas, que se refletem no preço. Um cão desses, com pedigree e vacina, pode variar de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Nas próximas páginas, alguns exemplos.

O basenji é uma das raças mais conhecidas entre as desconhecidas: o cão que não late – e raramente morde. Pacífico, emite sons que vão de uma espécie de risadinha de desdém a uivos cantados. Suas cantorias são hit no YouTube (basta digitar “basenji singing” no site para ver). Apesar dos dotes artísticos, a raça não é barulhenta, afirmam os criadores. “É um cão silencioso. Eu tenho uma fêmea há quatro anos e nunca ouvi a voz dela”, diz o criador Sávio Steele, dono do Canil Itapuca, em Niterói, Rio de Janeiro.

Além de silenciosos, são cães com “alma de gatos”: independentes e autônomos, gostam de pessoas e interagem com o dono sem exceder na bajulação. Soltam pouco pelo, não têm cheiro de cachorro e são… autolimpantes. Higiênicos, pulam poças e evitam sujeira. Se pisam na lama, lambem a pata até ficar limpos, diz Steele. Apesar de se darem bem em apartamentos, são cães que precisam de passeios diários.

Outra raça emergente é o oposto do basenji. O chinese crested dog, ou cão de crista chinês, é pouco menor que um poodle e tem cara de chihuahua. A falta de apelo estético é compensada pela capacidade de se adaptar a espaços pequenos, dizem os criadores. “São cães perfeitos para apartamentos: não têm pelo, não causam alergia, são carinhosos sem ser hiperativos e dispensam exercícios e passeios diários”, afirma Livia Krainer, agente do canil Hampton Court, em Avaré, São Paulo. Por não latirem à toa, servem como “alarme vivo” para proteger a casa.

Outra raça miniatura útil para alardear visitas indesejadas é o schipperke (pronuncia-se “squiperque”). Miniatura do portentoso pastor-belga, é pouco menor que um beagle. Independentes e inteligentes, são conhecidos pelo silêncio. “Como não latem por nada, mesmo pequenos são ótimos cães de guarda”, explica Thiago Mendes, biólogo e criador do canil Moreira Mendes, em São Paulo. Apesar de peludos, não têm cheiro forte mesmo quando ficam meses sem banho, segundo os criadores. Convivem bem com crianças.

Quase insuperável em adaptação a travessuras infantis é o buldogue francês. “Ele aceita todo tipo de brincadeira, até das crianças mais ranhetas”, afirma Sávio Steele, que também cria a raça. São cães dóceis, companheiros e apegados. Às vezes até demais. Sentem falta dos donos e não podem ficar sozinhos muito tempo, senão depois querem brincar o tempo todo. Atarracados e parrudos, ficam entre o pug e o buldogue inglês e são muito procurados por moradores de apartamentos.

Não é só na versão reduzida que é possível encontrar raças emergentes e comportadas. Quase do tamanho de um pastor-alemão, os cães rodesianos chamaram a atenção do ator Thiago Lacerda. “Eu sou um veterinário frustrado e adoro cachorros grandes. E me apaixonei pelo biotipo da raça”, diz Lacerda, dono do Canil Riad Ridge, em Petrópolis, Rio de Janeiro, especializado em rodesianos. “É um cão altivo, companheiro sem ser espalhafatoso. É quase um felino.”

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BULDOGUE FRANCÊS

ORIGEM França.
É uma versão miniatura dos buldogues originais
CARACTERÍSTICAS Mede até 35 centímetros, pesa de 8 a 14 quilos e tem “orelhas de morcego”. É dócil, receptivo e brincalhão. Apesar do pelo curto, precisa tomar banho com frequência por causa do forte odor
PRÓS Cão de companhia, se dá bem com crianças e em apartamentos
CONTRAS Não pode ser deixado sozinho por muito tempo
PREÇO R$ 2.500
ONDE ENCONTRAR
Dirennas’s (direnna.com);
Canil Dalla Nora (bulldogfrances.com.br)

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SCHIPPERKE

ORIGEM Belga, raça com 500 anos, é uma versão miniatura do pastor-belga original
CARACTERÍSTICAS Cerca de 30 centímetros, de 5 a 8 quilos. É inteligente e independente. Apesar de peludo, solta pouco pelo e é higiênico. Pode ficar sem tomar banho por mais de um mês sem ficar com mau cheiro
PRÓS Como late raramente, serve de cão de guarda, apesar do tamanho
CONTRAS É ativo e cheio de energia, precisa de algum espaço
PREÇO R$ 2 mil
ONDE ENCONTRAR
Canil Moreira Mendes, tel. (11) 9151-3569,
schipperke.com.br;
Canil Baktaran, tel. (61) 3245-2349

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BASENJI

ORIGEM África. No século XIX foi levado para a Inglaterra e se espalhou na Europa
CARACTERÍSTICAS Mede de 40 a 42 centímetros, pesa entre 9,5 e 11 quilos. Não late: emite uivos cantados e grunhidos. É independente e autossuficiente. Higiênico, evita poças e sujeira
PRÓS Não late e solta pouco pelo.
Gosta de brincar, mas sem bajulação
CONTRAS Muito ativo, precisa de
passeios diários para aplacar o ânimo
PREÇO R$ 2 mil
ONDE ENCONTRAR
Canil Itapuca (canilitapuca.com.br);
Canil Shiwsei, tel. (31) 3712-4024;
Basenji & Whippet, tel. (11) 4022-5927

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CHINESE CRESTED DOG

ORIGEM África. Foi disseminado na China no século XVI.
Era levado por mercadores para caçar ratos em navios
CARACTERÍSTICAS Mede de 23 a 30 centímetros, pesa 4,5 quilos. Alegre, afetuoso e tranquilo, late raramente e não se excede nas brincadeiras. Não solta pelos e não tem “cheiro de cachorro”
PRÓS Pequeno, silencioso e sem pelos, é ideal para apartamento
CONTRAS Costuma ser exageradamente apegado ao dono
PREÇO R$ 4.500
ONDE ENCONTRAR
Canil Hampton Court, tel. (14) 3732-6755; Canil Vila Brazil
(canilvilabrasil.com.br)

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RODESIANO

ORIGEM África. Chamado de Leão da Rodésia, foi levado para a Europa por colonos ingleses
CARACTERÍSTICAS Mede de 61 a 69 centímetros, pesa de 32 a 36 quilos. Cão seguro, tranquilo e altivo. É dócil e se dá bem com crianças. É autossuficiente e independente
PRÓS É ótimo cão de guarda, porque só late em caso de necessidade
CONTRAS Apesar de companheiro, é um cão reservado
PREÇO R$ 4.500
ONDE ENCONTRAR
Canil Riad Ridge (riadridge.com.br);
Canil Malabo APD (malaboapd.com.br)

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VIRA-LATAS

Eles também merecem amor

Adotar um cão de rua é uma saída prática para quem não pode ou não quer gastar muito para ter um cachorro

Quem não liga para o status de um cão com pedigree pode adotar um vira-lata. Segundo a Sociedade Protetora dos Animais, existem no Brasil 20 milhões de cães abandonados. Mais de 70% vão para abrigos. Quase 90% terminam sem lar. Há vantagens nos cães de rua. Os de raça costumam sofrer mais de problemas crônicos e doenças genéticas. “Quando se misturam cães de raças diferentes, certas doenças características podem desaparecer”, afirma o veterinário Enrico Lippi Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Os poodles, por exemplo, sofrem muito com infecções nos ouvidos. “Quando se mistura um poodle com um cão de rua, o híbrido fica menos propenso a ter doenças.” Adotar também está na moda. No começo do ano, uma marca de ração estendeu ao Brasil uma campanha de adoção de animais de sucesso nos Estados Unidos, a Adotar É Tudo de Bom (adotaretudodebom.com.br). Em julho, a prefeitura de São Paulo criou um site para centralizar e facilitar a adoção de animais, o Probem.

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Cães ganham protetor auditivo para passear de avião

Se seres humanos usam protetores auditivos principalmente para trabalhar em locais barulhentos, animais de estimação ganharam sua versão para poder passear de avião com seus donos.

Idealizados pela pela piloto norte-americana Michelle Macguire, que queria proporcionar uma viagem mais tranquila para seu labrador Cooper, os protetores auditivos são comercializados pela empresa Mutt Muffs. De acordo com reportagem do jornal britânico “Daily Mail”. Michelle fez voos curtos acompanhada pelo cão com e sem a proteção para comprovar a utilidade do objeto.

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Produzido em cinco tamanhos, o produto que isola o barulho é usado por diferentes raças de cachorros e até mesmo por gatos. No site da empresa, há fotos de animais com policiais, em corridas de carros, em passeios de barco e outras situações.

Segundo a criadora, os protetores são usados por cachorros das forças armadas baseados no Iraque e no Afeganistão. Além de resolverem o problema dos inúmeros bichinhos em noites de fogos de artifício.

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Gato sobrevive com tiro de chumbinho no cérebro

Um gato sobreviveu após ter levado um tiro de chumbinho no cérebro. Foi a segunda vez que o felino foi alvo de crueldade nos últimos dois anos, segundo o jornal britânico “Lancashire Telegraph”.

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Em 2007, o gato chamado “Bobby” foi alvejado na perna e precisou passar por uma cirurgia para retirar o projétil.

Ele tinha se recuperado bem, mas a proprietária do animal, a britânica Susan Stone, ficou horrorizada na última quinta-feira, quando encontrou seu bicho de estimação coberto de sangue. Dessa vez, ele tinha levado um tiro de chumbinho na cabeça.

Susan Stone levou “Bobby” a uma clínica veterinária, onde ele fez um raio-X. O exame mostrou que o chumbinho continuava no crânio do gato, atrás de seu olho direito. Devido à localização, as tentativas de retirar o projétil por cirurgia fracassaram.

O veterinário acabou optando por limpar o ferimento e costurá-lo, deixando o chumbinho no lugar. Para Susan, que gastou 500 libras no tratamento, o fato de seu animal de estimação ter sobrevivido é um “milagre”.

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Companhia aérea para cães e gatos começa a operar nos EUA

A Pet Airways, companhia aérea que oferece voos confortáveis para os bichinhos de estimação, fez sua primeira viagem nesta terça-feira (14) nos EUA. O primeiro voo decolou do aeroporto Republic em Farmingdale, no estado de Nova York.

Previsto para 19 passageiros humanos, o avião pode transportar 50 cachorros e gatos porque os assentos foram substituídos por três níveis de prateleiras onde foram colocadas jaulas especialmente fabricadas para o avião.

Além de 19 pessoas, avião pode transportar 50 cachorros e gatos.
Companhia Pet Airways foi fundada pelo casal Alysa Binder e Dan Wiesel.

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Médicos dão dicas para convívio de cães com crianças alérgicas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumpriu recentemente a promessa de campanha e deu um cãozinho de presente para suas duas filhas. O animal escolhido vai se chamar Bo e é um cão d’água português, conhecido por soltar poucos pelos. O detalhe da pelagem do cachorro é importante pelo fato de a filha de Obama, Malia, de 10 anos, ser alérgica. A médica alergologista Maria de Fátima Fernandes dá dicas de como o convívio de um cão e uma pessoa alérgica pode ser saudável.

Ao contrário do que se imagina, a presença do cão na vida de uma criança alérgica pode ser positiva e não precisa ser evitada. “O que se recomendava era o afastamento de uma pessoa com alergia do convívio com um cachorro. Hoje, estudos mostram que isso não é mais necessário, pelo contrário, pode estimular o organismo a se defender de outras alergias”, disse a médica Maria de Fátia Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai).
Segundo ela, é preciso que a família tome alguns cuidados básicos com os animais em caso de uma criança ser alérgica a pelos de cachorros. “No caso de crianças terem testes de alergia confirmados, é recomendado que os animais não tenham tanta intimidade com a criança, como ficar no quarto, na cama ou perto das roupas”.

De acordo com a diretora da Asbai, os principais sintomas que uma pessoa tem quando é alérgica ao pelo do cão são urticárias de contato, asma e rinite. Ela recomenda que se escolha animais de pelos curtos, que a criança evite beijar e trazer o cão perto das vias respiratórias e que se mantenha os pelos dos animais sempre limpos, evitando o acúmulo de ácaros na pelagem.

Teoria da Higiene

Maria de Fátima disse ao G1 que os cães podem ajudar a reduzir os casos de alergia. “Os trabalhos mais recentes mostram que, se a criança (alérgia ou com potencial de ser alérgica) tive contato com animal doméstico, terá chance de desenvolver menos alergia. Isso se explica pelas bactérias que os cães deixam no ambiente, que não provocam doenças aos humanos, mas estimulam positivamente o sistema imunológico.”

Para o médico João Ferreira de Melo Júnior, responsável pelo laboratório de alergia em otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas, os cuidados com crianças que já possuem diagnóstico de alergia a pelos de cães deve ser maior. “A Teoria da Higiene, que trata, de forma simplificada, da aproximação de cães a pessoas com alergia, ainda não foi comprovada e não se mostrou eficaz ainda”.

Cuidados e efeito psicológico

Se a criança for alérgica ao ácaro, por exemplo, o cuidado será apenas o de se evitar que o pelo do animal armazene os ácaros. “Existe um balanço entre a parte do sistema imunológico que produz alergia e a que produz imunidade. A alergia é uma reação exagerada do organismo”, afirmou Maria de Fátima.

As crianças com predisposição a ter alguma alergia, podem diminuir a incidência de doenças alérgicas em contato com animais de estimação, como o cão, ainda quando bebês. “São estudos ainda em andamento, mas que levam para essa conclusão”, disse a médica alergologista.

A presença do cachorro na vida de uma criança pode desenvolver uma estabilidade emocional. “Isso é positivo, pois o fator psicológico é um agravante do quadro de alergia. Se a criança estiver desequilibrada psicologicamente poderá ter mais crises alérgicas”, afirmou Maria de Fátima.

Melo Júnior concorda que o animal de estimação possa favorecer a criança em termos psicológicos. “Apesar disso, se ela já tiver indicativos de que tem alergia ao pelo do cachorro, o ideal é o afastamento. Se isso não for possível, o animal terá de ser mantido limpo, evitando o contato da criança com o ácaro, por exemplo, e diminuir o convívio com o cachorro”.

Fonte: site G1

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Consumo de chocolate pode matar cães e gatos

Quem já foi dono de um bicho de estimação provavelmente ouviu que chocolate pode matar cães e gatos. E é verdade, pode mesmo. Mas ninguém precisa ficar desesperado: mortes causadas pela ingestão de chocolate são raras, pois o animal teria de comer uma quantidade muito grande.

Na época da Páscoa, é preciso tomar cuidado e não deixar os ovos em qualquer lugar. “O perigo maior é quando o animal furta o chocolate de um local que não deveria, come tudo em grande quantidade. Os donos não devem deixar nada em local acessível”, afirma Marcia Mery Kogika, professora associada do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP).

Marcia explicou que o grande problema é uma substância chamada teobromina, que está presente no cacau usado na fabricação dos chocolates. A concentração desse elemento muda conforme a variedade do produto.

O branco tem a menor quantidade de teobromina - cerca de 0,1 miligrama por grama de chocolate (0,1mg/grama). Já o chocolate ao leite tem aproximadamente 2 mg/grama. Os mais “perigosos” são aqueles com grande concentração de cacau e também produtos em pó, utilizados geralmente em bolos, que chegam a ter de 15 a 20 mg/grama.

“Segundo a literatura, a dose letal é de 100 a 500 miligramas por quilo. O animal teria de comer muito para morrer, mas quando ocorre a ingestão de uma quantidade razoável de chocolate pode haver uma intoxicação com manifestação clínica discreta, com vômito ou diarréia”, diz Marcia. “Quando há uma intoxicação mais grave, o cão pode apresentar sintomas neurológicos como dificuldade de coordenação motora, excitabilidade e, em casos mais graves,convulsões.”

O professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Julio Cesar Cambraia Veado ressalta que alguns cães e gatos também não toleram a lactose, presente no leite usado na fabricação da sobremesa.

Nutrição

Apenas um pouquinho de chocolate não prejudica a saúde do animal, mas doces não são opções saudáveis. Além do risco de intoxicação, o excesso pode causar obesidade, problemas nos dentes e até diabetes.

O professor Julio Cesar Cambraia Veado aconselha os donos que desejam agradar o animal a dar frutas, como um pedaço de maçã ou laranja. O petisco, porém, não deve substituir as refeições.

De acordo com Veado, ração é o alimento ideal para manter cães e gatos bem nutridos, mesmo que muitas vezes não seja tão apetitosa quanto um pedaço de chocolate. Os proprietários também devem prestar atenção na quantidade de comida, para o cão não engordar com o passar do tempo.

“Nem sempre sabemos interpretar o que é bom ou ruim para os animais. É preciso ter em mente que cães e gatos possuem organismo diferente. Um chocolate ou qualquer outro alimento que é agradável ao dono nem sempre é saudável para os bichos”, afirma o professor.

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JUSTIÇA FEDERAL SUSPENDE RESOLUÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA

A juíza federal Daniele Maranhão Costa, titular da 5ª Vara Federal do Distrito Federal, deferiu o pedido de antecipação de tutela formulada pelo CFMV em Ação Ordinária (nº 200834000280763) e suspendeu a Resolução nº 154 do Conselho Federal de Biomedicina.
Tal Resolução pretendia disciplinar a realização, por biomédicos, de exames laboratoriais e diagnósticos em animais de pequeno porte, bem como de emitir laudos.
Na decisão restou asseverado que ‘a profissão de Biomédico foi regulamentada pela Lei n.6.684/79, e pelo Decreto n. 88.439/83, os quais, em nenhum momento, referem-se a qualquer atividade do profissional que inclua animais de pequeno ou grande porte. (…). Dentro desse contexto, tenho que a resolução em apreço extrapolou seus limites de atuação, ao inovar a questão referente a possibilidade dos profissionais da biomedicina trabalharem com exames em animais. Da mesma forma presente o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação consubstanciado no exercício indevido da profissão, cujas consequências podem atingir toda a sociedade’.

Para acessar a íntegra da petição inicial do CFMV e da decisão, o portal do CFMV/CRMV’s www.cfmv.org.br

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Animais silvestres podem ser criados como bichos de estimação

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Conselho Federal de Medicina Veterinária proíbe corte de orelha de cães

O Conselho Federal de Medicina veterinária proibiu o corte de orelhas e recomenda que não se corte caudas de cães, por considerar que essas práticas são uma mutilação do animal.

Muitos donos acreditam que seus cachorros ficam mais bonitos de rabo empinado ou quase sem orelha. A mudança no visual só é possível, na maioria dos casos, após uma cirurgia nos animais.

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A prática é muito comum em cachorros treinados para o combate, como as raças pit bull e rottweiler, mas veterinários dizem que a operação é perigosa. “Não existe necessidade de expor o animal a um risco anestésico ou de pegar uma infecção durante a cirurgia. É um risco desnecessário, que o animal não precisa correr”, argumenta o veterinário Gustavo Seixas.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária proibiu duas práticas muito comuns no Brasil: a conchectomia, que é o corte da orelha do cachorro, e a onicectomia, que é a retirada da unha do gato.

Segundo o conselho, a decisão foi tomada porque é preciso estabelecer uma convivência de respeito mútuo entre o animal e seu dono, e as cirurgias não trazem nenhum benefício aos bichos.

A proibição pretende estimular os donos a conhecer os animais como eles realmente são e evitar as mutilações.

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